18 fevereiro 2007

o amor

No amor, é como um rio
a lembrança:
calafrio

28 janeiro 2007

Encaixe II

Mas no tempo nos encontramos
Sem esperar, nos trocamos
Com medo, nos aceitamos
Mas confiamos no porvir

Sem disfarce no rosto
Sorrisos estampados
Meus cachos encaixam em seus ombros
Meu cheiro, pelo seu, embriagado

Fora do tempo, do espaço
Em nosso encaixe completados
Ficamos nus enleados
Por nosso amor velados.


Keila Sgobi

25 janeiro 2007

clexos

não sentia nada
o suor salgando o rosto
que pingava dor e alívio
ao som de "Time"

os olhos não enxergava
ao cruzar o espelho quebrado
pelas mãos ensanguentadas

o corpo não respondia
aos impulsos nervosos
que pelas veias corriam


e todos observavam perplexos à mulher esqualida abraçada a uma margarida ao lado de um bilhete que dizia:
"Bom dia"


Keila Sgobi

14 janeiro 2007

dentre bocas e dentes
e teus toques silentes
as palavras são as mais quentes

07 janeiro 2007

Por um 'Fil'

Por umFil
quase perdi a cabeça
e me aventurei pelo
Brasil.

Quase fiz
coisas
que nunca se
viu;
por pouco não ateei
fogo
com um simples
pavio.

Tentei roubar as
tintas
que a natureza
coloriu,
mas desisti
quando
vi
que,
por elas,
uma menina
sorriu.

Tomar a cor do céu
seria um desvario
já que tal
proposta
nunca,
dantes,
existiu.

Só queria o azul do
céu,
todo aquele lindo
anil
para dar-te,
quando me
encontrares,
meu querido
Fil.


Keila Sgobi de Barros
26/01/2003
para Fil

26 dezembro 2006

curto-circuito














no escorrendo do
escapamento
a água se esvai
pelos caminhos lentos

minh'agua seca
se'ncontra com teu
umedecer
e'ncurta o circuito
enquanto curto teu circuito
de curvas e delitos
a alimentarem meu envaidecer



Keila Sgobi
26/12/2006

05 dezembro 2006

50 anos...

meio século de confusões,
encontros e desencontros
certezas e incertezas
caminhos e descaminhos que se cruzaram e descruzaram vezes e mais vezes...

meio século que desacreditamos
: os pais sempre têm 35 anos
para sempre

só as fotos desmentem os cachos que enxergamos
a fartura de cabelos pelo couro
o corpo arredontamente longilíneo

uma distorção da realidade com raízes na nossa infância
de violões e bicicletas e chocolates e suspresas...
e músicas...
e churrascos...
e lutas e ajudas e buscas

uma vida que não existiria sem todas as outras
tantas outras que não existiriam sem esta vida

e este foi apenas um pequeno recorte deste caminho cheio de pedras
de chão batido ou estrelado
parte dele sabemos que está aí dentro
e que faz parte de nossos caminhos


e com o seu,
os nossos nunca mais serão os mesmos...


Keila Sgobi

homenagem ao meu pai em virtude de seu meio-centenário: 05/12/2006

29 novembro 2006

Poema a 9 mãos

à luz de águas paulistanas...


A chuva cessou
No peito alegre da menina
Triste
Mas as poças ficaram
Nas moças coisas ficam
Espelhando o novo céu que se abre
Espalhadas pelo chão, nesgas e nuvens
Que refletem mais que meu rosto
Desgosto, dizem, infiéis tormentas
Lamentos pelo caos que a tempestade
Deixou
Tantas rachaduras no asfalto
Tantas poças inspiradas pela chuva
Que o mundo escorrem
E escorrem...
Por dedos descuidados
Por vidas que se correm
Nos tempos que nos morrem
Pra chovermos noutras bandas
Umidade do mundo, por onde andas?


poema criado em conjunto pelos participantes do
Primeiro Encontro de Poeblogueiros Rio-SP

( por Czarina, Fejones, Ellemos, Keila, Lasak, Marla "Vlap", Octávio Roggiero, Tahkren, Sandra e Jardim)
26 de Novembro de 2006

26 novembro 2006

Amedrontada

e com o nome de
namorado
o peito bateu
apertado
a felicidade
anunciada
não dormiu na
madrugada
com medo de ser
invejada
e escorrer
pela enchurrada


da Série "O copo está metade cheio ou metade vazio?"



Keila Sgobi
21/11/2006

19 novembro 2006

I (?) Encontro de Poeblogueir@s de São Paulo

Queridos e queridas,
convido-@s a participar do Encontro de Poeblogueiros (estes seres que escrevem poesias e prosas e publicam em sites da internet) em São Paulo. Vamos andar, beber, conversar, dar risadas e, quem sabe, poetar um pouco...
Data: 26 de Novembro de 2006
Horário: 15 horas
Ponto de encontro: Catraca do Metrô Trianon-Masp (linha Verde do metrô)
De lá, sairemos em caravana em direção as nossas vidas.
Como chegar: Pegue qualquer ônibus que passe na Av. Paulista. As opções são inúmeras. Mais informações: www.sptrans.com.br (Clique em Itinerário e em Nome da Via).
Se preferir, vá de metrô. Se vier da linha Vermelha (Corinthians-Itaquera / Palmeiras- Barra Funda), faça baldeação na Estação Sé, embarque na linha Azul sentido Jabaquara, desça na estação Paraíso e faça baldeação para a Linha Verde em direção à Vila Madalena. Então, desça na estação Trianon-Masp e nos aguarde na catraca!
Dúvidas? Comentem!
Eu e Czarina (Nath) esperamos por vocês!!!