26 setembro 2016

Lembranças

Lembrança na essência:
vivência presente
que sente, vê e anima
a alma que tenta,
mas não se esvazia.

KSB, 05 de setembro de 2014

24 setembro 2016

Re-tratos I

Foto: Hugo L. Peroni

Dentre corpos estrangeiros
Não sou alheio à sua multidão:
Faço-me único em teu beijo
- não mais sou
Solidão.


KSB, 14.9.2016, inspirada em texto e foto de Hugo Peroni de 12.9.16 [projeto fotos(1por dia)]

21 setembro 2016

Enamorar-te

Bastaram sorriso e abraços
Para o meu ser se enamorar
Platonicamente e, na mesma noite,
Contigo sonhar

Na solidão da dor lancinante
Apaixonar-me é uma arte
Será que, nos seus sonhos,
De seu todo eu já sou parte?

KSB

24.01.2016

20 setembro 2016

Meu corpo sou eu

Meu corpo não é minha morada
Sou eu maltratada
Despedaçada pela vida
Pisoteada e magoada


Meu corpo não é minha morada
Sou eu mal alimentada
Desnutrida de amor
E de dor, encharcada


Meu corpo não é minha morada
Sou eu desequilibrada
Caminhando descalça
Pelo fio da navalha


Meu corpo não é minha morada
Sou eu do modo  que posso
Caminhar por esta estrada.



KSB, 21.8.2016

19 setembro 2016

Saindo da Hibernação ou o Retorno da Fênix (Devagar e Sempre!)

Estou muito mais para tartaruga do que para urso despertando da hibernação ou ave Fênix, mas me parece que venho reunindo ao longo dos anos as características dos três.
"Devagar e sempre": este é meu lema de vida. Apesar de não ter pressa para algumas coisas, tenho para outras e acabo acumulando atividades. Com este acúmulo, tive problemas com a definição de prioridades e ruí. Pedaços se soltaram. Onde existia, a tinta descascou. As estruturas se enferrujaram. Perdí-me por aí, por aqui.
Alcei vôo em busca de luz e, aqui, me redescobri. A luz sempre esteve em mim. Não escutei meus avisos, caí nas armadilhas que previ. Tive de aprender com as consequências.
Perdi-me. Foi preciso buscar.
A busca não foi só. Nada é por acaso.
Mãos, braços, almas, corações se estenderam até mim nos últimos anos (gratidão!). A poesia que estava calada, meu urso adormecido, despertou.
Alimento de minha poesia, a paixão rea(s)cende.
Fagulhas se espalham fazendo brotar palavras e frases aqui e acolá. Precisam de mais luz.

Mais alguém por aqui para ultrapassar as pedras e, a vida, iluminar? 

25 julho 2011

Melhor ninguém
do que alguém
a quem temer.

25/05/2011

19 abril 2011

Eu tinha raiva do amigo:
Contei-lhe, a raiva acabou.
Tinha raiva do inimigo:
Ocultei-lhe, ela aumentou.

Kurt Lewin?

01 março 2011

O Lápis novamente deslisa
na folha lisa de relações
nenhum caminho se avista
não se lêem canções.

Há, sim, um preenchimento
de tumultuadas emoções,
mas ouve-se o eco profundo
das insaciáveis obsessões.

O que existe é um buraco imenso
repleto de sofrimento
baseado na vida sentida
esquecido da vida vivida.


24/05/2004
Marília de Albuquerque

16 fevereiro 2011

Não era São Paulo

Não era São Paulo
o ar quente contaminando o
amanhecer;
o vento morno varrendo a cara com sono:
Não era São Paulo.

Não era São Paulo
às 6 da matina prever
o suor pingando do dorso
o corpo caindo em desgosto
o Sol queimando meu rosto
marcando o seu nascer.

Não era São Paulo.

Quem haveria de ser?

28 janeiro 2011

infelizmente
tem coisas
que SÓ VOCÊ
faz por VOCÊ MESMO...