Saudade boa
é saudade macia:
roçando a pele do rosto
levanta pêlo que arrepia!
Sempre encontraremos pedras em nossos caminhos. Algumas serão pequenas; outras, tão grandes que não poderemos olhar por cima delas. A única certeza é de que teremos de saltá-las, destruí-las, observá-las, rodeá-las ou deixá-las em seu próprio caminho. A escolha é nossa.
07 outubro 2007
16 setembro 2007
Ensinamentos da vida
Ela anota na lousa rasgada
O caminho da toada...
Mas não é pra nota,
Nem dar risada:
“Questiona tua vida ingrata”
A criançada afoita, cheia de vida
Faz que não vê e revida:
MP3, MP5,
Papear no celular é a pedida!
O caminho da toada...
Mas não é pra nota,
Nem dar risada:
“Questiona tua vida ingrata”
A criançada afoita, cheia de vida
Faz que não vê e revida:
MP3, MP5,
Papear no celular é a pedida!
13 junho 2007
Produções a partir de Vidas Secas, de Graciliano Ramos
Poetas,
inicio hoje uma série de postagens que corresponde às produções dos meus queridos meninos e meninas caminhantes. Caminhantes que, assim como nós, estão na escola da vida, mas nem sempre sabem muito bem para onde olhar ou o que observam.
A partir da leitura do Livro Vidas Secas, de Graciliano Ramos, pedi para que produzissem algo que representasse a obra e suas relações com nossas vidas.
Por enquanto, tive pouco retorno. Alguns serão aqui expostos, com o consentimento de seus autores e autoras.
O poema que se segue foi escrito por Alex Ruiz, Maria Heloísa, Vitor Cesar e Willan Pereira (na verdade, ele teve de ir trabalhar), todos estudantes de escola pública, no 3o. EM.
Sem censuras ou correções gramaticais/ortográficas, conheçam
"Vidas Sêcas"
Estas palavras resumem uma vida injustiçada,
que sobre a luz do Sol
olho para frente e vejo uma grande jornada,
reflexo de terra improdutiva e desgraçada
Com muita força e perseverança
à frente vejo um toque de esperança,
uma moradia no abandono
que por causa da seca e da miséria estava sem dono.
Em meio às dificuldades e escassez contínua
a realidade da pobreza vivida
de uma família sofrida que,
almejava uma justa folga merecida.
Ao aconchego da casa acharam que a vida ia
melhorar
mas com trovoadas veio a arruinar
pois o dono da casa veio a chegar
e o exploramento e a vida de escravo iria começar
Seu trabalho era explorado
e sem ter opinião própria ele era comandado
por falta de cultura ele sempre era enganado
e sua consequência era sempre o pior resultado
Depois de muitas humilhações
assim chegaram as reações
saíram daquelas terras sofridas com o porém de esquecer
e andaram com uma coisa em mente, de que algo bom iria acontecer.
inicio hoje uma série de postagens que corresponde às produções dos meus queridos meninos e meninas caminhantes. Caminhantes que, assim como nós, estão na escola da vida, mas nem sempre sabem muito bem para onde olhar ou o que observam.
A partir da leitura do Livro Vidas Secas, de Graciliano Ramos, pedi para que produzissem algo que representasse a obra e suas relações com nossas vidas.
Por enquanto, tive pouco retorno. Alguns serão aqui expostos, com o consentimento de seus autores e autoras.
O poema que se segue foi escrito por Alex Ruiz, Maria Heloísa, Vitor Cesar e Willan Pereira (na verdade, ele teve de ir trabalhar), todos estudantes de escola pública, no 3o. EM.
Sem censuras ou correções gramaticais/ortográficas, conheçam
"Vidas Sêcas"
Estas palavras resumem uma vida injustiçada,
que sobre a luz do Sol
olho para frente e vejo uma grande jornada,
reflexo de terra improdutiva e desgraçada
Com muita força e perseverança
à frente vejo um toque de esperança,
uma moradia no abandono
que por causa da seca e da miséria estava sem dono.
Em meio às dificuldades e escassez contínua
a realidade da pobreza vivida
de uma família sofrida que,
almejava uma justa folga merecida.
Ao aconchego da casa acharam que a vida ia
melhorar
mas com trovoadas veio a arruinar
pois o dono da casa veio a chegar
e o exploramento e a vida de escravo iria começar
Seu trabalho era explorado
e sem ter opinião própria ele era comandado
por falta de cultura ele sempre era enganado
e sua consequência era sempre o pior resultado
Depois de muitas humilhações
assim chegaram as reações
saíram daquelas terras sofridas com o porém de esquecer
e andaram com uma coisa em mente, de que algo bom iria acontecer.
03 junho 2007
Poeta
Ao Amigo Poeta, Octavio Roggiero Neto
A cabeça em riste
O olhar curioso
Não te negam a poetice
Estampada no rosto.
30 abril 2007
confusão
sinto que dói tudo em mim
tudo em mim dói
falar pensar ouvir chorar correr sofrer amar
dói
é nó que engasga a voz e embarga o pensar no sono mórbido que cedo chega e demora a ir
e não vai
pesadelo constante que chega num instante e noutro se vai para no próximo voltar
e ferir
e dói
ser dói
sem saber quem se está sendo
se estou sendo...
- o que é ser?
aqui é ser?
aquiescer...
nado nado nado
mas não sei nadar e o mar termina no horizonte
que meus braços cansados parecem não alcançar
e acordo batendo numa parede azul que não me deixa acordar.
tudo em mim dói
falar pensar ouvir chorar correr sofrer amar
dói
é nó que engasga a voz e embarga o pensar no sono mórbido que cedo chega e demora a ir
e não vai
pesadelo constante que chega num instante e noutro se vai para no próximo voltar
e ferir
e dói
ser dói
sem saber quem se está sendo
se estou sendo...
- o que é ser?
aqui é ser?
aquiescer...
nado nado nado
mas não sei nadar e o mar termina no horizonte
que meus braços cansados parecem não alcançar
e acordo batendo numa parede azul que não me deixa acordar.
19 abril 2007
18 março 2007
dor(risos)
Quando o riso se tranforma em lágrimas
e o choro já parece gargalhadas
é sinal de que é o fim.
e o choro já parece gargalhadas
é sinal de que é o fim.
02 março 2007
18 fevereiro 2007
28 janeiro 2007
Encaixe II
Mas no tempo nos encontramos
Sem esperar, nos trocamos
Com medo, nos aceitamos
Mas confiamos no porvir
Sem disfarce no rosto
Sorrisos estampados
Meus cachos encaixam em seus ombros
Meu cheiro, pelo seu, embriagado
Fora do tempo, do espaço
Em nosso encaixe completados
Ficamos nus enleados
Por nosso amor velados.
Keila Sgobi
Sem esperar, nos trocamos
Com medo, nos aceitamos
Mas confiamos no porvir
Sem disfarce no rosto
Sorrisos estampados
Meus cachos encaixam em seus ombros
Meu cheiro, pelo seu, embriagado
Fora do tempo, do espaço
Em nosso encaixe completados
Ficamos nus enleados
Por nosso amor velados.
Keila Sgobi
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