30 Abril 2007

confusão

sinto que dói tudo em mim
tudo em mim dói

falar pensar ouvir chorar correr sofrer amar
dói

é nó que engasga a voz e embarga o pensar no sono mórbido que cedo chega e demora a ir
e não vai

pesadelo constante que chega num instante e noutro se vai para no próximo voltar
e ferir

e dói

ser dói
sem saber quem se está sendo
se estou sendo...

- o que é ser?
aqui é ser?
aquiescer...

nado nado nado
mas não sei nadar e o mar termina no horizonte
que meus braços cansados parecem não alcançar


e acordo batendo numa parede azul que não me deixa acordar.

8 reflexões:

Betcher disse...

Mas logo você vai sair desse mar, mesmo sem saber nadar, pois vai acabar apredendo no meio do caminho e quando menos esperar vai estar na praia, salva e tranquila, se divertindo com a "aventura" que foi superada!

Octávio Roggiero Neto disse...

escreve um recadinho sincero na parede azul e ela se abrirá num abraço e te tomará no sonho mais envolvente...

tava sentindo falta de tuas palavras, Keila!

té mais ler!

Paula Calixto disse...

Mar... imensidão azul. Há mar. Amar.

Paredes se derrubam!

Beijos

Marla de Queiroz disse...

EU sei como é.

izabella disse...

dor desmedida
incontida
dor que precisa passar.

moacircaetano disse...

doeu em mim...
espero que seja dor de poeta, daquelas que só dóem no papel!

Mary disse...

Este é bom pra pensar...

Gostei muito.

Beijoss

Remo Saraiva disse...

O final é triunfal! Gostei muito!!

Bjs,
REMO.