não sentia nada
o suor salgando o rosto
que pingava dor e alívio
ao som de "Time"
os olhos não enxergava
ao cruzar o espelho quebrado
pelas mãos ensanguentadas
o corpo não respondia
aos impulsos nervosos
que pelas veias corriam
e todos observavam perplexos à mulher esqualida abraçada a uma margarida ao lado de um bilhete que dizia:
"Bom dia"
Keila Sgobi
Sempre encontraremos pedras em nossos caminhos. Algumas serão pequenas; outras, tão grandes que não poderemos olhar por cima delas. A única certeza é de que teremos de saltá-las, destruí-las, observá-las, rodeá-las ou deixá-las em seu próprio caminho. A escolha é nossa.
25 janeiro 2007
07 janeiro 2007
Por um 'Fil'
Por umFil
quase perdi a cabeça
e me aventurei pelo
Brasil.
Quase fiz
coisas
que nunca se
viu;
por pouco não ateei
fogo
com um simples
pavio.
Tentei roubar as
tintas
que a natureza
coloriu,
mas desisti
quando
vi
que,
por elas,
uma menina
sorriu.
Tomar a cor do céu
seria um desvario
já que tal
proposta
nunca,
dantes,
existiu.
Só queria o azul do
céu,
todo aquele lindo
anil
para dar-te,
quando me
encontrares,
meu querido
Fil.
Keila Sgobi de Barros
26/01/2003
para Fil
quase perdi a cabeça
e me aventurei pelo
Brasil.
Quase fiz
coisas
que nunca se
viu;
por pouco não ateei
fogo
com um simples
pavio.
Tentei roubar as
tintas
que a natureza
coloriu,
mas desisti
quando
vi
que,
por elas,
uma menina
sorriu.
Tomar a cor do céu
seria um desvario
já que tal
proposta
nunca,
dantes,
existiu.
Só queria o azul do
céu,
todo aquele lindo
anil
para dar-te,
quando me
encontrares,
meu querido
Fil.
Keila Sgobi de Barros
26/01/2003
para Fil
26 dezembro 2006
curto-circuito
05 dezembro 2006
50 anos...
meio século de confusões,
encontros e desencontros
certezas e incertezas
caminhos e descaminhos que se cruzaram e descruzaram vezes e mais vezes...
meio século que desacreditamos
: os pais sempre têm 35 anos
para sempre
só as fotos desmentem os cachos que enxergamos
a fartura de cabelos pelo couro
o corpo arredontamente longilíneo
uma distorção da realidade com raízes na nossa infância
de violões e bicicletas e chocolates e suspresas...
e músicas...
e churrascos...
e lutas e ajudas e buscas
uma vida que não existiria sem todas as outras
tantas outras que não existiriam sem esta vida
e este foi apenas um pequeno recorte deste caminho cheio de pedras
de chão batido ou estrelado
parte dele sabemos que está aí dentro
e que faz parte de nossos caminhos
e com o seu,
os nossos nunca mais serão os mesmos...
Keila Sgobi
homenagem ao meu pai em virtude de seu meio-centenário: 05/12/2006
encontros e desencontros
certezas e incertezas
caminhos e descaminhos que se cruzaram e descruzaram vezes e mais vezes...
meio século que desacreditamos
: os pais sempre têm 35 anos
para sempre
só as fotos desmentem os cachos que enxergamos
a fartura de cabelos pelo couro
o corpo arredontamente longilíneo
uma distorção da realidade com raízes na nossa infância
de violões e bicicletas e chocolates e suspresas...
e músicas...
e churrascos...
e lutas e ajudas e buscas
uma vida que não existiria sem todas as outras
tantas outras que não existiriam sem esta vida
e este foi apenas um pequeno recorte deste caminho cheio de pedras
de chão batido ou estrelado
parte dele sabemos que está aí dentro
e que faz parte de nossos caminhos
e com o seu,
os nossos nunca mais serão os mesmos...
Keila Sgobi
homenagem ao meu pai em virtude de seu meio-centenário: 05/12/2006
29 novembro 2006
Poema a 9 mãos
à luz de águas paulistanas...
A chuva cessou
No peito alegre da menina
Triste
Mas as poças ficaram
Nas moças coisas ficam
Espelhando o novo céu que se abre
Espalhadas pelo chão, nesgas e nuvens
Que refletem mais que meu rosto
Desgosto, dizem, infiéis tormentas
Lamentos pelo caos que a tempestade
Deixou
Tantas rachaduras no asfalto
Tantas poças inspiradas pela chuva
Que o mundo escorrem
E escorrem...
Por dedos descuidados
Por vidas que se correm
Nos tempos que nos morrem
Pra chovermos noutras bandas
Umidade do mundo, por onde andas?
poema criado em conjunto pelos participantes do
Primeiro Encontro de Poeblogueiros Rio-SP
( por Czarina, Fejones, Ellemos, Keila, Lasak, Marla "Vlap", Octávio Roggiero, Tahkren, Sandra e Jardim)
26 de Novembro de 2006
26 novembro 2006
Amedrontada
e com o nome de
namorado
o peito bateu
apertado
a felicidade
anunciada
não dormiu na
madrugada
com medo de ser
invejada
e escorrer
pela enchurrada
da Série "O copo está metade cheio ou metade vazio?"
Keila Sgobi
21/11/2006
namorado
o peito bateu
apertado
a felicidade
anunciada
não dormiu na
madrugada
com medo de ser
invejada
e escorrer
pela enchurrada
da Série "O copo está metade cheio ou metade vazio?"
Keila Sgobi
21/11/2006
19 novembro 2006
I (?) Encontro de Poeblogueir@s de São Paulo
Queridos e queridas,
convido-@s a participar do Encontro de Poeblogueiros (estes seres que escrevem poesias e prosas e publicam em sites da internet) em São Paulo. Vamos andar, beber, conversar, dar risadas e, quem sabe, poetar um pouco...
Data: 26 de Novembro de 2006
Horário: 15 horas
Ponto de encontro: Catraca do Metrô Trianon-Masp (linha Verde do metrô)
De lá, sairemos em caravana em direção as nossas vidas.
Como chegar: Pegue qualquer ônibus que passe na Av. Paulista. As opções são inúmeras. Mais informações: www.sptrans.com.br (Clique em Itinerário e em Nome da Via).
Se preferir, vá de metrô. Se vier da linha Vermelha (Corinthians-Itaquera / Palmeiras- Barra Funda), faça baldeação na Estação Sé, embarque na linha Azul sentido Jabaquara, desça na estação Paraíso e faça baldeação para a Linha Verde em direção à Vila Madalena. Então, desça na estação Trianon-Masp e nos aguarde na catraca!
Dúvidas? Comentem!
Eu e Czarina (Nath) esperamos por vocês!!!
16 novembro 2006
08 novembro 2006
dssssssleixossss
no encontro dos beijos
bocas-corpos
corpos-eixos
de teus lábios e enleio
só sentia meu cheiro
Keila Sgobi
23/10/2006
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