As águas Celestiaisescorrem pelo vidro dajanela,enquanto minhas lágrimasdescem pelo meurosto.
Cada gota roçando
Cada canto de minha
face...
Regando minha pele,
- toda umedecida.
Meu pranto vai se
calando
com o serenar da
Chuva,
mas meu peito continua a
Estremecer.
Não consigo pensar...
Não explico o porquê,
Simplesmente não posso entender
Porquê hei de ser só,
De magoar quem amo
Para todo o sempre.
Não adianta.
Meu fim é a solidão.
Keila Sgobi
(copyleft)
Inspirado em um poema de Drummond e do meu querido Amigo Poeta Octavio Roggiero, se não me engano...Ele - o poema e o poeta - acabou (acho que acabaram, não?) me inspirando a criar o poe-blog.É isso.Keila Sgobi
O caminho látem suas pedras a enfrentarpor isso usamos sapatospara dos pés cuidar.Mas as pedras são espertase gostam de amolarlogo encontram um jetinhode nos incomodar.Pequeninas, de mansinhosaem a procurarqualquer buraquinhono sapato para entrar.Eis que gasto ou folgadinhoO sapato dá uma brechabasta somente um passinhopara a morada certa.Keila Sgobimaio/2005(copyleft)
acomodada em carruagemmetálicaavistei o príncipe- sem cavalo branco - ao lado de sua princesa,aguardando outra carruagempassare eu ali,princesa,sem príncipenem cavalo brancona fria carruagem metálicaa fitar...Keila Sgobi(copyleft)
Novamente,Angélica me surpreende com sua interpretação."I love this game!"Gosto muito das visões que ela tem de meus poemas, como consegue transcender ao óbvio.Eu estava subindo a Rua da Consolação e, em frente ao cemitério, vi um mendigo - não o mesmo de flash back, outro. Ele estava sentado e tinha como morada a rua, como abrigo um cobertor e a sua mala. A sua casa era a sua mala.
A minha casa está na minha mala.
Lá tem meia, tem calça,
- ela é grande e com alça!
Tem blusa, cobertor,
- mais forte que um trator!
Tem ar, tem vazio
- como a mãe que me pariu
Tem solidão, tem dor
- como neste mundo de horror.
E, sozinho,
na minha casa,
eu vivo perambulando pelas
estradas
procurando algo que
caiba
no vazio da minha
mala.
08/08/2002
Copyleft
Bom, não preciso repetir o que aconteceu: está descrito no poema.Eu era adolescentemente apaixonada por aquele garoto que já tinha a sua eterna amada. Era um amor tão doce - e ainda o é - que não foi capaz de destruir uma bela amizade. Pena que ela não lerá estas palavras...Mas voltando à cena, era um dia importante para ele e sua amada estava mais preocupada em afastar as amigas dele do que em compartilhar aquele momento único e mágico. Acho que ele nunca percebeu.Mas a vida é assim mesmo. Somente nós podemos tirar o cabresto de nossos olhos.Um amigo sugeriu Raul Seixas. Disse que existem algumas coisas em comum. Posso dizer que, hoje, existem muitas coisas em comum entre À Espreita e Medo da Chuva. Espero que compreendam.Raul Seixas - Medo da ChuvaÉ penaQue você pensa que eu sou escravoDizendo que eu sou seu maridoE não posso partirComo as pedras imóveis na praiaEu fico ao teu lado sem saberDos amores que a vida me trouxeE eu não pude viverEu perdi o meu medoMeu medo, meu medo da chuvaPois a chuva voltando pra terraTraz coisas do arAprendi o segredoO segredo, o segredo da vidaVendo as pedras que choram sozinhasNo mesmo lugarEu não posso entenderTanta gente aceitando a mentiraDe que os sonhos desfazemAquilo que o padre falouPorque quando eu jureiMeu amor eu traí a mim mesmoHoje eu sei que ninguém neste mundoé feliz tendo amado uma vezUma vezEu perdi o meu medoMeu medo, meu medo da chuvaPois a chuva voltando pra terraTraz coisas do arAprendi o segredoO segredo, o segredo da vidaVendo as pedras que choram sozinhaNo mesmo lugarVendo as pedras que sonhamSozinhas no mesmo lugar
Tu estavas feliz ao lado delamas o teu amor ela não retribuíao beijo que saía de tua bocaao rosto dela não chegavapelo ar, seguia...Seguia até encontrar os meus lábiosque teu quente hálito sentiamera em minha boca que chegavao amor que ela não queria.Keila Sgobi01/1999 (?)Copyleft
ele quase me acertou!!! eu fui mais rápida:
olhava para cima
e, como uma aranha,
meticulosamente tecia minha poesia
ligando os piolhos dos passarinhos
que pulavam de seus ninhos
- os piolhos e os
passarinhos.
por deuso sonhoacabou.que venham novos sonhosa serem sonhadose despertadosa cada gélidoamanhecer!