A minha casa está na minha mala.
Lá tem meia, tem calça,
- ela é grande e com alça!
Tem blusa, cobertor,
- mais forte que um trator!
Tem ar, tem vazio
- como a mãe que me pariu
Tem solidão, tem dor
- como neste mundo de horror.
E, sozinho,
na minha casa,
eu vivo perambulando pelas
estradas
procurando algo que
caiba
no vazio da minha
mala.
08/08/2002
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Sempre encontraremos pedras em nossos caminhos. Algumas serão pequenas; outras, tão grandes que não poderemos olhar por cima delas. A única certeza é de que teremos de saltá-las, destruí-las, observá-las, rodeá-las ou deixá-las em seu próprio caminho. A escolha é nossa.
21 abril 2006
14 abril 2006
Making of - À espreita
Bom, não preciso repetir o que aconteceu: está descrito no poema.
Eu era adolescentemente apaixonada por aquele garoto que já tinha a sua eterna amada. Era um amor tão doce - e ainda o é - que não foi capaz de destruir uma bela amizade. Pena que ela não lerá estas palavras...
Mas voltando à cena, era um dia importante para ele e sua amada estava mais preocupada em afastar as amigas dele do que em compartilhar aquele momento único e mágico.
Acho que ele nunca percebeu.
Mas a vida é assim mesmo. Somente nós podemos tirar o cabresto de nossos olhos.
Um amigo sugeriu Raul Seixas. Disse que existem algumas coisas em comum. Posso dizer que, hoje, existem muitas coisas em comum entre À Espreita e Medo da Chuva.
Espero que compreendam.
Raul Seixas - Medo da Chuva
É pena
Que você pensa que eu sou escravo
Dizendo que eu sou seu marido
E não posso partir
Como as pedras imóveis na praia
Eu fico ao teu lado sem saber
Dos amores que a vida me trouxe
E eu não pude viver
Eu perdi o meu medo
Meu medo, meu medo da chuva
Pois a chuva voltando pra terra
Traz coisas do ar
Aprendi o segredo
O segredo, o segredo da vida
Vendo as pedras que choram sozinhas
No mesmo lugar
Eu não posso entender
Tanta gente aceitando a mentira
De que os sonhos desfazem
Aquilo que o padre falou
Porque quando eu jurei
Meu amor eu traí a mim mesmo
Hoje eu sei que ninguém neste mundo
é feliz tendo amado uma vez
Uma vez
Eu perdi o meu medo
Meu medo, meu medo da chuva
Pois a chuva voltando pra terra
Traz coisas do ar
Aprendi o segredo
O segredo, o segredo da vida
Vendo as pedras que choram sozinha
No mesmo lugar
Vendo as pedras que sonham
Sozinhas no mesmo lugar
Eu era adolescentemente apaixonada por aquele garoto que já tinha a sua eterna amada. Era um amor tão doce - e ainda o é - que não foi capaz de destruir uma bela amizade. Pena que ela não lerá estas palavras...
Mas voltando à cena, era um dia importante para ele e sua amada estava mais preocupada em afastar as amigas dele do que em compartilhar aquele momento único e mágico.
Acho que ele nunca percebeu.
Mas a vida é assim mesmo. Somente nós podemos tirar o cabresto de nossos olhos.
Um amigo sugeriu Raul Seixas. Disse que existem algumas coisas em comum. Posso dizer que, hoje, existem muitas coisas em comum entre À Espreita e Medo da Chuva.
Espero que compreendam.
Raul Seixas - Medo da Chuva
É pena
Que você pensa que eu sou escravo
Dizendo que eu sou seu marido
E não posso partir
Como as pedras imóveis na praia
Eu fico ao teu lado sem saber
Dos amores que a vida me trouxe
E eu não pude viver
Eu perdi o meu medo
Meu medo, meu medo da chuva
Pois a chuva voltando pra terra
Traz coisas do ar
Aprendi o segredo
O segredo, o segredo da vida
Vendo as pedras que choram sozinhas
No mesmo lugar
Eu não posso entender
Tanta gente aceitando a mentira
De que os sonhos desfazem
Aquilo que o padre falou
Porque quando eu jurei
Meu amor eu traí a mim mesmo
Hoje eu sei que ninguém neste mundo
é feliz tendo amado uma vez
Uma vez
Eu perdi o meu medo
Meu medo, meu medo da chuva
Pois a chuva voltando pra terra
Traz coisas do ar
Aprendi o segredo
O segredo, o segredo da vida
Vendo as pedras que choram sozinha
No mesmo lugar
Vendo as pedras que sonham
Sozinhas no mesmo lugar
13 abril 2006
À espreita
Tu estavas feliz ao lado dela
mas o teu amor ela não retribuía
o beijo que saía de tua boca
ao rosto dela não chegava
pelo ar, seguia...
Seguia até encontrar os meus lábios
que teu quente hálito sentiam
era em minha boca que chegava
o amor que ela não queria.
Keila Sgobi
01/1999 (?)
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mas o teu amor ela não retribuía
o beijo que saía de tua boca
ao rosto dela não chegava
pelo ar, seguia...
Seguia até encontrar os meus lábios
que teu quente hálito sentiam
era em minha boca que chegava
o amor que ela não queria.
Keila Sgobi
01/1999 (?)
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12 abril 2006
Making of - Pássaros
09 abril 2006
Making of - Por Deus!!!
por deus
o sonho
acabou.
que venham novos sonhos
a serem sonhados
e despertados
a cada gélido
amanhecer!
o sonho
acabou.
que venham novos sonhos
a serem sonhados
e despertados
a cada gélido
amanhecer!
11 março 2006
Makin of - flash back
não sei porquê
estava caminhando pela Paulista
quando olhei na direção Jardins da Augusta
e vi um mendigo
sentado
que se levantou
abaixou as calças
urinou no vidro do banco
indiferente à multidão
que por ali
passava...
gostei do que falou Angélica. Foi muito mais profundo do que eu poderia imaginar...
Muito obrigada!
estava caminhando pela Paulista
quando olhei na direção Jardins da Augusta
e vi um mendigo
sentado
que se levantou
abaixou as calças
urinou no vidro do banco
indiferente à multidão
que por ali
passava...
gostei do que falou Angélica. Foi muito mais profundo do que eu poderia imaginar...
Muito obrigada!
27 fevereiro 2006
18 fevereiro 2006
flash back
Um mendigo
estava sentado.
Perdeu sua vergonha,
virou-se para o canto
e exibiu-as
(as vergonhas),
aliviando-se,
indiferente à multidão
que por ali
passava.
Keila Sgobi
30/11/1999
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estava sentado.
Perdeu sua vergonha,
virou-se para o canto
e exibiu-as
(as vergonhas),
aliviando-se,
indiferente à multidão
que por ali
passava.
Keila Sgobi
30/11/1999
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Aos leitores e leitoras
Colegas Blogueiros e blogueiras,
em breve, iniciarei a postagem de poemas dos quais gosto muito, que têm grande significado em minha vida. Alguns são meus. Outros, como se fossem. Tranquilidade, pois todos os créditos serão devidamente relizados.
Beijos e abraços,
Keila Sgobi
em breve, iniciarei a postagem de poemas dos quais gosto muito, que têm grande significado em minha vida. Alguns são meus. Outros, como se fossem. Tranquilidade, pois todos os créditos serão devidamente relizados.
Beijos e abraços,
Keila Sgobi
10 fevereiro 2006
Perspectivas
Deitada sobre aquele corpo quente e rijo, a mulher pensava sobre todas as possibilidades de ser daquela união. Ele tão jovem e másculo, enérgico e sexual, corresponderia prontamente aos seus desejos carnais mais inusitados. E mais, mulheres naquela idade são um poço de experiência. Um poço.
Bom para ele, melhor para ela? Nunca se sabe.
O suor misturado a fortalecia. Nem sempre corpo tão másculo a envolvia por toda uma noite. Raridade na vida de uma loba. Uma loba. Solitária.
Os pensamentos voavam. Como a abordara. O sorriso largo e encantador. As mãos que a agarraram. Uma, duas, três garrafas de vinho tinto. Seco. Como o beijo que a lambuzou a noite toda. Lavou corpo e alma. A tontura se calou nos negros braços fortes que a ergueram ao céu. Sem limites.
“Mas é só uma criança” – pensava. Sem útero para meninos que dormem ao lado de sua playboy.
10/02/2006
Copileft
Bom para ele, melhor para ela? Nunca se sabe.
O suor misturado a fortalecia. Nem sempre corpo tão másculo a envolvia por toda uma noite. Raridade na vida de uma loba. Uma loba. Solitária.
Os pensamentos voavam. Como a abordara. O sorriso largo e encantador. As mãos que a agarraram. Uma, duas, três garrafas de vinho tinto. Seco. Como o beijo que a lambuzou a noite toda. Lavou corpo e alma. A tontura se calou nos negros braços fortes que a ergueram ao céu. Sem limites.
“Mas é só uma criança” – pensava. Sem útero para meninos que dormem ao lado de sua playboy.
10/02/2006
Copileft
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