24 janeiro 2011

Um pouco diário. Um pouco de tudo.
Nem poesia. Nem rima.
Um pouco de vida.

As pedras continuam pelo caminho, mas com outro vigor. É como se elas permanecessem num contínuo movimento de retorno.

Triturá-las gerará poeira...poeira que vai salpicar todo o meu caminho. Deixá-las no lugar é deixar. Empurrá-las gera deslizamentos que as trazem de volta.

Estes monstros e estrelas me acompanham. Ainda não sei qual a melhor maneira de lidar com todos. Mas estou disposta a descobrir e revelar.

31 dezembro 2009

"o apreço não tem preço
e eu vivo ao deus dará..."

09 setembro 2009

Buraco Negro Estrelar

Um buraco -
que novamente se abre e rasga tudo o que encontra
- negro
engolindo toda a poeira e estrelas
que
hão de brilhar
te engolir
e dominar!



- publicado anteriormente no blog de Sophie Calle. Veja mais em: blogsophiecalle.com.br

27 julho 2009

gosto

nenhum gosto do passado
é desprovido do sabor presente

01 março 2009

barrigotinha

barriguinha de tanquinho
deixa à mostra o umbiguinho

quando vira barril de chope,
brinca de esconde-esconde

09 dezembro 2008

a bunda

a bunda conquistada
muda depois de casada
desaba amolecida
quando anda, cai tremida

28 setembro 2008

Relação Educador-Educando

Como posso ouví-loss
e não me deixam falar?

São ouvidos aqueles que
sabem ouvir
São compreendidos aqueles que
podem compreender
Conseguem falar aqueles que
sabem como e quando se expressar


Estou aqui para ouvir,
mas também tenho muito a dizer
assim como vocês
que só sérão ouvidos
quando capazes de ouvir si mesmos

E eu estarei aqui
para nosso primeiro diálogo.

13 agosto 2008

reflexões II

faça de mim
o que bem ou mal quiser



só não me engane

11 agosto 2008

reflexões I

A música alta domina o ambiente,
mas não cala meus pensamentos...

16 julho 2008

há tempos...

tem tempos em que se escreve
sem nada dizer

tem tempos em que a gente se inscreve
para garantir que existe

circunscreve
para ter contorno no que se é

e fica tensionando a perceber
já que nada faz sentido

sem estar sentindo
tudo se perde
a poesia esvanece

e fica esperando novos ventos que a tragam de volta...