21 setembro 2016

Enamorar-te

Bastaram sorriso e abraços
Para o meu ser se enamorar
Platonicamente e, na mesma noite,
Contigo sonhar

Na solidão da dor lancinante
Apaixonar-me é uma arte
Será que, nos seus sonhos,
De seu todo eu já sou parte?

KSB

24.01.2016

20 setembro 2016

Meu corpo sou eu

Meu corpo não é minha morada
Sou eu maltratada
Despedaçada pela vida
Pisoteada e magoada


Meu corpo não é minha morada
Sou eu mal alimentada
Desnutrida de amor
E de dor, encharcada


Meu corpo não é minha morada
Sou eu desequilibrada
Caminhando descalça
Pelo fio da navalha


Meu corpo não é minha morada
Sou eu do modo  que posso
Caminhar por esta estrada.



KSB, 21.8.2016

19 setembro 2016

Saindo da Hibernação ou o Retorno da Fênix (Devagar e Sempre!)

Estou muito mais para tartaruga do que para urso despertando da hibernação ou ave Fênix, mas me parece que venho reunindo ao longo dos anos as características dos três.
"Devagar e sempre": este é meu lema de vida. Apesar de não ter pressa para algumas coisas, tenho para outras e acabo acumulando atividades. Com este acúmulo, tive problemas com a definição de prioridades e ruí. Pedaços se soltaram. Onde existia, a tinta descascou. As estruturas se enferrujaram. Perdí-me por aí, por aqui.
Alcei vôo em busca de luz e, aqui, me redescobri. A luz sempre esteve em mim. Não escutei meus avisos, caí nas armadilhas que previ. Tive de aprender com as consequências.
Perdi-me. Foi preciso buscar.
A busca não foi só. Nada é por acaso.
Mãos, braços, almas, corações se estenderam até mim nos últimos anos (gratidão!). A poesia que estava calada, meu urso adormecido, despertou.
Alimento de minha poesia, a paixão rea(s)cende.
Fagulhas se espalham fazendo brotar palavras e frases aqui e acolá. Precisam de mais luz.

Mais alguém por aqui para ultrapassar as pedras e, a vida, iluminar? 

25 julho 2011

Melhor ninguém
do que alguém
a quem temer.

25/05/2011

19 abril 2011

Eu tinha raiva do amigo:
Contei-lhe, a raiva acabou.
Tinha raiva do inimigo:
Ocultei-lhe, ela aumentou.

Kurt Lewin?

01 março 2011

O Lápis novamente deslisa
na folha lisa de relações
nenhum caminho se avista
não se lêem canções.

Há, sim, um preenchimento
de tumultuadas emoções,
mas ouve-se o eco profundo
das insaciáveis obsessões.

O que existe é um buraco imenso
repleto de sofrimento
baseado na vida sentida
esquecido da vida vivida.


24/05/2004
Marília de Albuquerque

16 fevereiro 2011

Não era São Paulo

Não era São Paulo
o ar quente contaminando o
amanhecer;
o vento morno varrendo a cara com sono:
Não era São Paulo.

Não era São Paulo
às 6 da matina prever
o suor pingando do dorso
o corpo caindo em desgosto
o Sol queimando meu rosto
marcando o seu nascer.

Não era São Paulo.

Quem haveria de ser?

28 janeiro 2011

infelizmente
tem coisas
que SÓ VOCÊ
faz por VOCÊ MESMO...

24 janeiro 2011

Um pouco diário. Um pouco de tudo.
Nem poesia. Nem rima.
Um pouco de vida.

As pedras continuam pelo caminho, mas com outro vigor. É como se elas permanecessem num contínuo movimento de retorno.

Triturá-las gerará poeira...poeira que vai salpicar todo o meu caminho. Deixá-las no lugar é deixar. Empurrá-las gera deslizamentos que as trazem de volta.

Estes monstros e estrelas me acompanham. Ainda não sei qual a melhor maneira de lidar com todos. Mas estou disposta a descobrir e revelar.

31 dezembro 2009

"o apreço não tem preço
e eu vivo ao deus dará..."